17.8.06

Quase vida

Aquele dia em que eu cheguei uma hora mais tarde eu quase encontrei você ali. Você estava parado, sentado sozinho e a gente quase conversou, a gente quase se apaixonou, ali mesmo, naquele lugar aonde eu quase cheguei. Decidimos ir para o parque e eu, afobada, quase morri atropelada, quase mesmo. Se eu realmente tivesse chegado naquele lugar (foi por uma questão de quase) você, no caminho do parque, teria me segurado forte evitando assim o meu atropelamento e a minha quase morte. O parque estava quase pára fechar. Então entramos e não saímos. Por lá, ficamos. Por um momento, eu juro, você quase disse que me amava. Culpa do vinho que, de garrafas vazias, já tinham quase quatro. Culpa dele também foi o nosso papo sobre quantos quases podem existir em uma vida. Deitados, quase abraçados, quase namorados, pensamos. Quantos quases? Mas nem você, nem eu, a gente nunca sabe. Por que o que não deve ser é apenas, quase.

16 Comments:

Anonymous junior said...

Que lindo isso Luiza. Adorei. Tem ritmo. É autobriográfico?

6:19 AM  
Blogger Luiza Voll said...

Ei Júnior. Se é autobiográfico eu não sei... Os quases não existem!

8:08 AM  
Blogger Rodrigo "Kiko" Torres said...

Quase me senti nessa montanha-russa da terra do nunca.

8:44 PM  
Blogger Milena Marília said...

Ei, visitei aqui e volto!
Vou te lincar lá pro meu!, ok?
Abraço!

9:56 PM  
Anonymous Tissa said...

Luv querida! como sempre se superando. Mais um p/ minha coleçao de quadros!!!!

bjao, Parabens!!!

9:24 AM  
Blogger Carlos Emerson Junior said...

Oi Luiza, cheguei aqui pelo "Favoritos", um blog delicioso. Mas que bonito é o "Zoom"! Como você consegue manter dois trabalhos tão distintos ? Parabéns, vou licar o Favoritos no meu blog. Um beijão!

3:34 PM  
Anonymous andré said...

muito bom esse texto. parabéns.

3:51 AM  
Anonymous Anônimo said...

E uma vez eu quase perdi o contato com uma Mulher fantástica. Quase não peguei o e-mail da amiga dela... E viver de quases é quase a maior tristeza que alguém pode ter. Sorte que foi só quase... Parabéns pelo seu blog. Virei mais.
Jéferson Pelé.

7:24 AM  
Blogger Paola Zeminian said...

Este comentário foi removido pelo autor.

10:31 AM  
Blogger Paola Zeminian said...

Este comentário foi removido pelo autor.

10:32 AM  
Blogger Amanda Rahal said...

Adorei Luiza... Todos nos temos 'quases' na vida... dah ateh um aperto no coracao soh de pensar.
Vc viu o sucesso q o blog estah fazendo!?
bjs

2:34 PM  
Anonymous Ana Gonçalves said...

Oi Quase-Cunhada.....rsrs

Amandinha me recomendou seu blog...
ADOREI!
A partir de agora, venho sempre... pode?rs

BEijo

2:52 PM  
Blogger Luiza Voll said...

Oi Ana!!

A.do.rei a sua visita!!
Vc vai perceber que não escrevo com muita frequência aqui, mas pode visitar sempre,vc é muito bem vinda.

Beijo!!

8:35 AM  
Anonymous AV said...

Olá Luiza. Passando por aqui, li seu post e lembrei-me deste magnífico poema de Mário de Sá Carneiro - QUASE. Conhece?
Aqui fica o poema, com um beijo e um convite para visitar o meu blog também.
Ana


QUASE

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

2:39 AM  
Blogger Roseane said...

Este comentário foi removido pelo autor.

1:59 PM  
Anonymous Binhá said...

E eu quase fiquei sem ler algo tão lindo. Parabéns."Ainda bem que o quase não existe"

2:00 PM  

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